terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eu, homofóbico?

Hoje meu dia já começou bem:
Acordei com um barulho de carro de som aos berros na praia. Que saco!
Quando fui na feira, vi que teve uma passeata, que ainda não tive a paciência nem de colocar no google pra ver qual era a motivação, com um carro pintado de arco iris na Atlântica. Já comecei o dia de mal com a galera gay. Afinal, se o monobloco que é no carnaval foi transferido pro centro, porque as passeatas gays tem que ser em copacabana? Enfim...
(Só pra não deixar o ilustre leitor na mão, o evento foi a II Caminhada da Visibilidade Lésbica)

Depois do clássico, to eu no bar e me vem um amigo falar que eu sou meio homofóbico, e que fui mal educado com um amigo da namorada dele. Vou explicar a situação:
Um belo dia esse meu amigo estava no arpoador num show e me ligou. Não cheguei a tempo pro show, mas fui comer uma pizza com ele, a namorada e um amigo dela. Os caras tavam no Eclipse.
(Pra quem não conhece, é um bar, na Nossa Sra de Copacabana, praticamente na mesma altura que a Leboy. Como é perto aqui de casa, pude acompanhar que, desde que foi reformado, o bar ficou mais arrumadinho, deixou de ser um pé sujo e a clientela mudou. Uma porrada de homossexuais passaram a frequentar o ambiente!)

Chegando no bar, reparei até que o cara (um tipo de chapéu, por sinal!) era meio estranho, mas não pude deixar de comentar que aquele era um bar muito utilizado pelos gays. Pizza por pizza, existem melhores por perto, mas como eu não ia e nem tava comendo, fiquei na minha. Só caí no erro de explicar a história, da reforma do bar, e de que a clientela tinha mudado. Enfim, falei até que já andam estudando o comportamento do consumidor gay e verificaram que é um mercado que tem muito dinheiro para gastar pois pouco gasta com família ou filhos.

Pronto, isso aí já foi o suficiente pro casal me taxar de homofóbico. Não me aguentei... tive que entrar na discussão!
Pra começar, eu não consigo ver o nem onde fui preconceituoso. Afinal, nem sabia que o cara era viado, aliás, já tava tomando maior cuidado ao falar dos gays porque também sei que o pai do meu amigo saiu do armário, e nem por isso parei de beber chopp com o pai ou o filho.

Aí foi o ponto em que eu virei mal educado!
Então quer dizer que agora, só porque os gays tão saindo do armário, buscando os seus direitos, eu tenho que parar de falar sobre viado?
Zuar um meu amigo que teve um comportamento estranho e eu sei que não é viado então, tá proibido??? Porque???

E se os carecas, os gordos, os feios e os pobres decidirem pela mesma coisa? Não vou poder zoar mais ninguém? Ou isso é privilégio só dos "homossexuais"? Aliás, daqui a pouco vão querer que só se use eufemismo pra tudo! Os carecas só podem ser chamados de calvos, os gordos de corpulentos e por aí vai?
Isso sem entrar na discussão do bulling!!! Já posso ser processado por dois motivos!

Acho que a galera tem que ficar mais ligada. E to falando dos heteros! Digo isso porque a maioria dos homossexuais não tão nem aí pro que tão achando ou não tão achando deles. Provavelmente o cara cagou pro que eu falei. Se não, não tinha saído do armário.
O que acho mesmo é que alguns heteros acabaram de descobrir uma nova classe de fracos e oprimidos que tão tentando salvar!

E pra terminar, vou ter colocar uma citação que vi outro dia não sei aonde mas que cabe perfeitamente pra ocasião:

"A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade... Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real."
Rui Barbosa

domingo, 28 de agosto de 2011

UFC 134 - Rio

Ontem não tive oportunidade de ver as lutas do UFC 134, realizado na cidade do Rio de Janeiro. Pesquisei e assisti três ou quatro lutas na internet. Não sou especialista em arte marcial, mas gostaria de dividir minha opinião com vocês sobre alguns aspectos que observei desse evento.

Numa tentativa de popularizar (ainda mais) o evento, alguns lutadores, empresários e terceiros tentaram vincular a imagem dos clubes de futebol a certos combatentes. O exemplo mais claro disso é do lutador Anderson Silva que, empresariado por Ronaldo, teve sua imagem reiteradas vezes vinculada ao Corinthians. Considero este tipo de publicidade perigosa.

Não sei se isso é um excesso de zelo da minha parte, mas tenho dúvidas se, amanhã ou depois um torcedor fundamentalista (e todo grande clube tem) é capaz de digerir bem a imagem de um “lutador” representando o time rival chutando a cabeça do representante do seu clube. Não tenho certeza se um idiota desses não vai querer “ir à forra” nos estádios Brasil afora. Ou mais, o torcedor do clube rival querer repetir os feitos do seu ídolo / lutador.

Havia uma grande diferença técnica entre os lutadores que vi e, coincidentemente ou não, geralmente o lutador brasileiro era o que detinha a superioridade. Será que isso foi mais uma estratégia de marketing para divulgar ainda mais o evento e a marca “UFC” para os brasileiros?

Okami - que lutou contra o “Spider” - não teria condições de vencê-lo, a menos que recebesse outro chute no saco. Ver o japonês enfrentando o brasileiro foi como se a invasão dos espanhóis na civilização Inca tivesse sido televisionada, embora nesse caso todos os Incas fossem paralíticos. Em alguns momentos Anderson Silva baixou a guarda e se permitiu levar um “jab” direto no rosto, sabendo que isso não afetaria seu desempenho.




Confira os Resultados:

- Anderson Silva nocauteou Yushin Okami no 2º round;

- Mauricio Shogun Rua nocauteou Forrest Griffin no 1º round;

- Edson Barboza venceu Ross Pearson por decisão dividida dos jurados;

- Rodrigo Minotauro Nogueira nocauteou Brendan Schaub no 1º round;

- Stanislav Nedkov nocauteou Luiz Banha no 1º round;

Lutas preliminares

- Thiago Tavares nocauteou Spencer Fisher no 2º round;

- Paulo Thiago venceu David Mitchell por decisão unânime dos jurados;

- Raphael Assunção venceu Johnny Eduardo por decisão unânime dos jurados;

- Erick Silva nocauteou Luis beição no 1º round;

- Yuri Marajó Alcantara venceu Felipe Sertanejo por decisão unânime dos jurados;

- Yves Jabouin venceu Ian Loveland por decisão unãnime dos jurados.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Chapéu? Porque chapéu?



Não me levem a mal, mas hoje encontrei com um conhecido que não via a muito tempo e o dito cujo tava com um chapéu. Ridículo! Daqueles que só ele e os brothers dele usam, e alguns dos meus também, com a única diferença que o garotão tinha ido trabalhar de chapéu. Tudo bem, o cara é do cinema, da Ancine, vale tudo por lá!

Mas já que entramos no assunto, a minha opinião é a seguinte: chapéu não serve pra nada, só pra esquentar a cabeça!
Talvez sejam meus chifres que nunca tenham permitido me sentir confortável nem com um boné, mas pela minha vida toda sempre odiei chapéu.

Vamos aos tipos de uso:
Chapéu de madame:
Tirando quando a Rainha da Inglaterra usa, fica ridículo. Se nem a Kate Middleton fica bem nesse estilo, porque aquelas
piruas que vão ao municipal acham que ficam? Se é pra chamar a atenção, sugiro fazer como o amigão aí de cima!

Chapéu de caipira:
Na cidade, só se for festa junina. No campo, a vovó diz que é pra proteger do sol. Vovó, se o problema é o sol, porque não manda vir logo um sombreiro mexicano?!

Chapéu do hip-hop:
No melhor estilo Ronaldinho Gaucho, acho feio pra car%$&! Também usado por muito neguim que se acha malandro e que vai tirar uma onda com o chapéu. Ridículo!

Chapéu do samba, do cinema ou do vovô:
Na real, olhando só o chapéu, nunca consigo distinguir muito bem qual é qual! Normalmente, o que vem embaixo do chapéu explica. Se o vovô tiver querendo esconder a careca, ok. Se falar que tá gagá, ok também. Em todos os outros casos, é só uma variação do caso de cima. Sem saber qual foi o primeiro a copiar os vovôs italianos, acho todos deploráveis!

Chapéu no carnaval:
No carnaval, neguim acha que vale tudo. Agora, se você vai passar o carnaval no calor de 40° do Rio de Janeiro, acho difícil aturar o calor com um adereço qualquer tipo esse aí do lado na caixola. Mas vale a tentativa, qualquer coisa passa pro amigo que não veio com nada e se livra dessa porcaria! Sair de índio é mais adequado!



Resumindo: Se você quer chamar a atenção, tratando-se de cabeça, a melancia ainda é a melhor opção!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Texto tirado do site do Jornal o Globo.
Fora da nossa realidade.
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Os japoneses estão espantados com o nosso espanto e parecem não entender o porquê da imprensa internacional ter dado tanto destaque para a história sobre os milhares de cidadãos que acharam, nos escombros da área atingida pelo tsunami, o equivalente a R$ 125 milhões em dinheiro vivo e entregaram para a polícia.
Dinheiro, barras de ouro... tudo isso encontrado em 5.700 cofres de casas e empresas destruídas pelas ondas gigantes. Para se ter uma idéia, em apenas um cofre havia o equivalente a  1 milhão e meio de reais. Fora as carteiras e bolsas recheadas de ienes, deixadas para trás na correria da fuga ou que pertenciam a pessoas arrastadas.
O tsunami de honestidade  também foi notícia aí no Brasil. A Ruth de Aquino, na revista Época, escreveu um belo artigo a respeito. revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI258868-15230,00-SEREMOS+ALGUM+DIA+JAPONESES.html
Aqui, o caso também foi notícia, mas pelo fato de ser uma quantidade muito grande de dinheiro. Mas não me lembro de ninguém aqui ter destacado a honestidade das pessoas que acharam essa fortuna. Não vi nenhum editorial soltando fogos por essa incrível qualidade dos japoneses. Nenhum político foi à TV para faturar em cima disso. Honestidade no Japão não é notícia, é hábito diário. Claro que existem crimes, roubos, assassinatos, que recebem muito destaque nos jornais por fugirem da normalidade.
Pois bem, agora o caso da devolução do dinheiro voltou aos jornais por causa da repercussão no exterior. A TV Asahi, por exemplo, fez uma reportagem sobre o espanto dos estrangeiros com a honestidade dos japoneses. www.youtube.com/watch Evidentemente, eles estão muito orgulhosos de ver o país retratado desse jeito no exterior. Aliás, os japoneses se procupam muito com o que os outros países pensam do Japão e adoram quando há notícias positivas. Estão errados? Óbvio que não.
Eu já escrevi sobre isso no blog, mas não canso de citar exemplos da honestidade, às vezes extrema, dos japoneses. Há duas semanas esqueci, no taxi, uma sombrinha, dessas que usamos aqui para nos proteger do sol escaldante do verão japonês. A sombrinha, das mais baratinhas, custou o equivalente a 18 reais e a corrida até a minha casa, o equivalente a 14 reais. O taxista só se deu conta do meu esquecimento ao retornar ao ponto de taxi, que fica no shopping. Ele não teve dúvidas, deu meia volta, veio até o meu prédio e entregou a sombrinha na portaria, sem cobrar um centavo por isso. Poderia ter cobrado os 14 reais da corrida, mas não o fez.Também já esqueci o celular e o motorista voltou quatro horas depois pedindo desculpas por ter demorado tanto e explicando que tinha pegado uma corrida para longe logo depois de ter me deixado em casa.
Quando alguém encontra algo na rua aqui, não leva para casa. Não existe o conceito de "achado não é roubado". Os japoneses pensam "o que foi perdido não me pertence". Há, inclusive, um costume muito bacana: se alguém vê algo na rua, pega o objeto e coloca com cuidado no muro mais próximo. Assim, o tal objeto não fica jogado no chão, poluindo o visual das, geralmente, impecáveis ruas japonesas. E eles sabem que os donos vão voltar para procurar o que perderam. Se estiver ali, no alto do muro, vai ser fácil enxergar. Há poucos dias, vi esse exemplo na rua onde moro e registrei na foto abaixo. Um chapéu, até bem bonitinho, foi deixado sobre uma barra de metal que demarca o limite do canteiro da rua. Milhares de pessoas passaram por ali e ninguém pegou. Quando voltei para casa, o chapéu não estava mais lá. Com toda a certeza, foi levado pelo agradecido dono. O que mais impressiona na história é que o fato só chamou a atenção da gaijin aqui, que inclusive parou para fotografar. Os japoneses que me viram fazendo isso devem ter ficado muito espantados.
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Link original:

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

BRS, trânsito e a prefeitura

No sábado foi feita a implantação da BRS pela Prefeitura do Rio nos bairros de Ipanema e Leblon. Eu não sei se eu que sou um chato acostumado a só andar de carro pra cima e pra baixo ou se existem alguns erros de projeto aí muito grandes.

Pra começar, entendo que a BRS é uma ótima inovação da qual a cidade passa a usufruir que destina faixas exclusivas nas ruas para o transporte coletivo. Ótimo. Daí o nome BUS RAPID SERVICE. Os mais cricri já podem começar a criticar daqui, afinal um órgão público dar um nome a um serviço em inglês é desnecessário. Eu vou me limitar a criticar a parte BUS. Porque essa prioridade para o BUS? A prioridade tinha que ser para o transporte coletivo em geral.

Mas vamos aos fatos:
Andei outro dia na BRS e para meu espanto, o tempo para cruzar o bairro inteiro diminuiu em 5 minutos, no total!!! Isso pra não falar que o tempo que eu economizei foi gasto andando pro destino que eu queria ir, pois agora não tenho mais vários pontos onde saltar.
Mas tudo bem, penso que o errado sou eu, pois devia ter comprado um vale de R$ 40 com antecedência, pois com ele desceria em qualquer ponto e completaria o trajeto com outro ônibus.
Na volta outra surpresa: a organização dos pontos não foi feita por destino. Assim, se você quer ir de copa para a praça XV, você deixa teu pé na BRS 1, tua mão na BRS2 e tua cabeça na BRS3, porque os ônibus param nos 3 pontos! E com a boca, vc aproveita e xinga a prefeitura!!!

Então, qual a principal consequência da implantação da BRS em Copacabana? O trânsito se deslocou para a praia. Ótima iniciativa, Sr Prefeito! Você acaba de poluir um cartão postal da cidade! Tanto visualmente, quanto sonoramente, quanto com a poluição dos carros. O turismo e todo o mercado gerado por ele (que sustentam grande parte do Rio) agradece.

A implantação também tá sendo problemática. Afinal, uma coisa é implantar BRS em locais sem alternativa de transporte público e onde o tráfego é grande, mas não foi isso que a prefeitura fez. A implantação do projeto foi feita num bairro que tem um metrô (novo mas com poucos pontos) que não deixa de ser uma alternativa de transporte. Só não entendo porque não começaram por pontos também críticos, onde o metrô ainda vai passar. Será que existe alguma relação com a integração metrô-ônibus, gerida pelo metrô? E porque não então a Ayrton Senna, onde o engarrafamento é muito maior e mais frequente? E os subúrbios? Não dariam a mesma atenção que a zona sul?

Outro erro brabo de projeto é que os táxis não podem parar no lado direito da rua, tanto para pegar passageiro quanto para deixar. Quase todos os velhos já reclamaram da medida imediatamente após a implantação mas o Sr Eduardo Paes não mudou de opinião. E eu, mais uma vez, não estou preocupado com os velhinhos, estou preocupado com o trânsito. Afinal ficou impossível andar do lado esquerdo da rua. As duas faixas se tornam uma, porque a todo momento tem um táxi querendo pegar ou deixar um passageiro. Essa canetada não ia afetar tanto assim as faixas exclusivas.

Agora, verdade seja dita: o prefeito disse (sugiro que alguém conte!) que diminuiu 10% das linhas de ônibus que transitam pelas ruas afetadas. O trânsito de fato ficou melhor para os ônibus, mas em alguns pontos, como no Lido, o trânsito (de ônibus) continua. Afinal, me parece excessivo a quantidade de 50 linhas numa única rua! Aposto que no horário de pico, deve ter ônibus suficiente para que haja trânsito também na BRS. Nas eleições, o prefeito prometeu que iria relicitar tudo. Agora já mudou de idéia. Alguém consegue dizer por que?

Outro ponto a favor da prefeitura foi a prévia implantação do bilhete único. Mas como nessa história todo ponto positivo tem um negativo junto, o bilhete único não vale pro metrô, afinal, contrariar os interesses da (agora ex) mulher do governador não é legal! E a população que troque aproveitar a integração por uma boa caminhada, afinal, é melhor para a saúde!!!

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