terça-feira, 12 de abril de 2011

Boxe X MMA

O boxe sempre foi a “menina dos olhos” de todas as modalidades de lutas. Um esporte de beleza peculiar, violento sim, mas também muito democrático. Um esporte olímpico, que criou algumas lendas.

O MMA (Mixed Martial Arts) surgiu no final do século XX. Tem entre os principais representantes da modalidade os brasileiros, já que um dos “estilos” adotados pelos lutadores é o jiu-jitsu brasileiro, criado pela família Gracie. O “vale-tudo” da família Gracie veio duas décadas antes, e assim a modalidade se especializou e ganhou terreno. Teve alguns nomes e campeonatos diferentes ao longo dos anos, mas conseguiu agrupar todos e vem ganhando cada vez mais força. Tanto que os promotores de lutas de boxe estão ficando preocupados com a falta de público nos seus eventos.

Talvez essa notoriedade do MMA se deva a fenômenos atuais como Anderson Silva. Talvez se o boxe tivesse hoje um Muhammad Ali as coisas fossem diferentes. Talvez hoje Ali lutasse o vale-tudo ao invés boxe. Difícil dizer.

Não estou superestimando o boxe, menosprezando o MMA ou vice-versa, mas a primeira realmente é uma luta que não precisa de muito para o treinamento de um atleta e o aprimoramento da técnica. Já o mixed martial arts necessita, e muito, de uma estrutura à sua volta para que o lutador se torne completo. A começar pela quantidade de técnicas que ele precisa dominar. Dentro delas, o boxe.

Na minha humilde opinião, não prefiro um nem outro, gosto dos dois. E com a campanha da HBO para promover novos lutadores de boxe, talvez a modalidade volte ao seu lugar de origem. Talvez não sozinho no primeiro lugar, mas ao lado do MMA.

Apreciem o vídeo...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Essa é a nova cara do Humor Brasileiro?

Faz mais ou menos 5 anos que, zappeando pelos péssimos canais da NET/Rio, encontrei um seriado brasileiro chamado “Cilada”. Em linhas gerais, a sitcom mostrava situações cotidianas como um final de semana num camping, uma festa de casamento e até mesmo uma simples ida à churrascaria transformando-as em situações divertidas.

Além de interpretar um protagonista mal-humorado, Bruno Mazzeo escrevia o roteiro. Rapidamente este sujeito, que somente era conhecido por ser “o filho de Chico Anysio”, passou a representar o que muitos chamam de “nova cara do humor brasileiro”.

Confesso que nutria uma especial admiração pela maneira que Mazzeo escrevia seus roteiros, tanto que comecei a segui-lo no twitter. Logo estranhei sua “Bio” – que é uma espécie de resumo sobre o usuário: “Isso não é um Twitter de humor. É apenas o Twitter de um cara q trabalha com humor”. Um tanto quanto antipático, não?

Quando o sujeito fica conhecido, sabemos que passa a conceder milhares de entrevistas. Mais uma vez me surpreendi quando li numa delas o fato dele ter sido também roteirista da Escolinha do Professor Raimundo - programa de seu pai – quando tinha apenas 13 anos. Qualquer outro comentário que eu fizer sobre isso poderá ser considerado acusação falsa, então vamos parar por aqui.


Em outra entrevista, li ele se gabando, dizendo que já tinha comido sei lá quantas capas da revista “Playboy”. Aliás, gabar-se é uma coisa que Mazzeo começou a fazer com bastante freqüência. Seu twitter, que vez ou outra tinha comentários interessantes, passou a ser usado como espaço para autopromoção pessoal, o que acabou irritando outros humoristas como Danilo Gentili.

Neste carnaval, ele tentou atacar de “pegador”, mas o resultado foi pífio. Tirando Juliana Didone – que ninguém mais lembra quem é – Bruno disparou contra a eterna musa Helena Ranaldi e outras tantas sem muito sucesso. Parece que Bruno pegou tantas capas de Playboy como diversos adolescentes do país – fazendo covardia dentro de um banheiro.

Mas agora parece que Mazzeo curou-se da ressaca do carnaval resolveu sair da toca. Este mês ele concedeu (mais uma) entrevista a revista “Rolling Stone” a qual mencionou que ultimamente vem pensando sobre o fato de não se ver como comediante, mas sim como artista. Talvez ele seja mesmo, mais um pouco ele consegue me fazer chorar.

Puta que pariu, mas que mala, hein?!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aumento das tarifas no Metrô do Rio


Não é novidade pra nenhum carioca que o número atual de carros do metro não é o suficiente para a quantidade de pessoas que os utiliza. Uma das conseqüências disso é que os vagões estão sempre lotados.

O Governador Sérgio Cabral recentemente concedeu um generoso aumento de 35 anos (tempo máximo que a lei autoriza) do período de concessão para mesma empresa, que presta um serviço ineficiente e que não condiz com o valor da tarifa.

Tirando este nosso líder político acéfalo, nenhum outro morador do Rio está (e nem deveria estar) satisfeito com o serviço prestado. Só que agora não é “apenas” a lotação que incomoda o carioca.

Na última quarta-feira, um carro do metro apresentou problema e ficou parado entre as estações Estácio e Central, no sentido Zona Sul. Ontem à noite, mais uma vez, o metro ficou parado mais uma vez, entre as estações Catete e Ipanema por mais de uma hora.

Fora isso, ouve relatos de explosões, luzes apagaram-se e os muitos passageiros ficaram presos durante toda essa hora sem qualquer informação ou refrigeração. O que a concessionária fez? Devolveu o valor dos bilhetes, como se isso fosse resolver o problema e aborrecimento daqueles passageiros.

Ao contrário do que vem acontecendo na prática, a concessionária deve imaginar que está prestando um ótimo serviço, tanto que na próxima quarta-feira (06/04) aumentará a tarifa para R$3,10.

Por conta disso, há uma página no Facebook que convoca os cariocas a boicotarem a concessionária no dia do aumento e já conta com mais de 15 mil seguidores. E esse “boicote” não é o único protesto organizado.

Na próxima segunda-feira (04/04) haverá uma manifestação na estação Carioca, no Centro do Rio, a partir das 8 horas. Segundo organizadores, o ato vai cobrar da concessionária mais investimentos para melhorar a qualidade das composições e das estações.

É claro que muitos não conseguirão aderir e boicotar o metrô no dia do aumento, e que poucos são aqueles que vão sair de casa para aderir ao protesto então sugiro a todos aqueles que POSSAM pegar um transporte alternativo, nem que para isso façam um sacrifício a mais, o façam e evitem utilizar o serviço do metrô ao menos nos primeiros dias do aumento..

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