Como uma foto vale mais que mil palavras, encerro por aqui.
Sem restrição de conteúdo, falamos o que nos for conveniente, mesmo sendo inconveniente.

Ontem a equipe do Fluminense sagrou-se campeã Brasileira de 2010. Não foi um campeão brilhante, mas fez-se a justiça. Justiça contra as arbitragens que a maior parte das vezes favoreceu o Corinthians e justiça com relação ao jogador que mais merecia esse troféu, Conca.
Como não há muita coisa que não foi falada, farei apenas algumas observações pontuais:
Fico embasbacado com “moral” (e a pose) de campeão do Fred, que não jogou nem a metade da competição, tendo feito 5 míseros gols. E isso já não é de hoje. Fred chegou ao Fluminense no ano passado e jogou 64 jogos. Isso mesmo, 64 jogos em 2 anos. Ridículo.
Outra coisa que me surpreende é o “bairrismo” dos caras da ESPN – um dos responsáveis pela organização do troféu “Bola de Prata”, supostamente concedido aos melhores jogadores da temporada. A seleção (deles) foi: Fábio, Mariano, Alex Silva, Chicão, Roberto Carlos, Jucilei, Elias, Montillo, Conca, Neymar e Jonas.
Com quatro titulares na seleção do campeonato, alguém consegue me explicar como é que o Corinthians não foi campeão?! Forçando a barra, o Jucilei fez um campeonato razoável. E o Chicão foi afastado do time após perder 2 pênaltis e fazer um gol contra. Isso não conta?
Quem forma a dupla com o Chicão? Alex Dias, um zagueiro de um clube paulista (oh!) que sofreu 54 gols na competição! Ainda agora, a TV Globo elegeu o outro zagueiro do São Paulo, Miranda como zagueiro pela direita. Isso só pode ser piada!
Alguém pode explicar o que o Alex Dias ou o Miranda fizeram para merecer esse troféu no lugar que bons jogadores como Dedé, Rhodolfo ou Paulão?
Seja como for, PARABÉNS ao Fluminense, que abocanhou o título, deixando-o no Rio de Janeiro pela segunda vez seguida. Se o campeato continuar no Rio, nenhuma objeção quanto a deixar essas premiações bairristas para os paulistas...
Com o romance, o escritor fez MUITO dinheiro, publicou mais dois ou três livros sem a mesma repercussão, comprou uma casa em New Hampshire e se isolou do mundo. Para se ter uma idéia, a última fotografia que conseguiram tirar de J.D. Salinger é datada de 1988.
Enquanto Salinger mantinha-se recluso, um sueco chamado Fredrik Colting teve a idéia de escrever a continuação da vida de Holden, 60 anos depois. Salinger rapidamente contratou um advogado e conseguiu tirar de circulação o livro nos Estados Unidos, mas não no restante do mundo.
Salinger morreu – segundo comunicado oficial da família – aos 91 anos em sua residência no início deste ano. Muito se especulou sobre outras obras ainda não publicadas do escritor e até agora não há nada de muito concreto neste sentido.
Já o sueco é autor de outros livros como “O livro de nomes das estrelas pornô: os nomes mais sujos do planeta”, “O guia de bebidas para machos: porque garotas nuas e álcool combinam perfeitamente” e “O guia culinário dos animais de estimação: leve seu melhor amigo para jantar”. 
A julgar pelos títulos de suas obras anteriores, parece que só agora o sueco conseguiu o que queria: notoriedade. Quando questionado sobre a polêmica, Fredrik responde “Acho que é uma forma de censura. Meu livro não fez nada para prejudicar ‘o apanhador...’ Pelo contrário, ele fez suas vendas aumentarem”.
Seja como for, essa semana o livro "60 anos depois - Do outro lado do campo de centeio" foi lançado no Brasil e agora me vejo diante de um grande dilema: Comprá-lo e provavelmente me decepcionar ou não comprá-lo e morrer de curiosidade? Se por um lado - como leitor - sinto-me como se tivesse traindo o escritor criador do Holden original, por outro lado não vejo muita fidelidade da parte de um escritor que simplesmente se negou a continuar a escrevendo para o público que o consagrou.
Recentemente, ele atuou no EXCELENTE filme “Looking for Eric” (A Procura de Eric). Nele o ex-jogador faz aparições no "papel" dele mesmo, dando conselhos sobre a um humilde carteiro que tem Cantona como ídolo máximo.