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sábado, 19 de novembro de 2011

Carta Aberta aos Artista

Quando os aplaudo, aplaudo a sua obra e não seu caráter e nem você. Aplausos são pro momento e não pra vida!

Raros são artistas que conseguem juntar o caráter, integridade, atitudes realmente a sua obra e serem admirados por completo.

Não estou falando das pessoas que são noticia do EGO semanalmente, estou falando de artistas que tem conteúdo e obras excelentes. Muitas delas levanto as aplaudo de pé, mas reforço, os aplausos são pra OBRA e não pra sua vida.

Abaixe esse nariz e saiba que você só fez o seu trabalho direitinho. O mínimo que você deveria receber é um aplauso. Em qualquer corporação  vemos funcionários serem aplaudidos por bom desempenho.

E se vocês ainda se iludem com aplausos, lembrem-se que os políticos também são aplaudidos.


domingo, 13 de junho de 2010

"Mas esse você não fez!"

Achei sensacionais os comerciais da Sky para a Copa do Mundo...
O que mais me chamou a atenção foi o comercial da Gisele Bundchen com o Pelé.
Comecei a filosofar sobre o diálogo.

É intrigante como as pessoas conseguem guardar na memória com mais facilidade as suas “derrotas” que as vitorias. Pouquíssimos são os amigos que me lembram das mulheres gatas que já peguei, mas das feias, eles nunca me deixam esquecer.

Pois é, isto que vejo nesse comercial, mesmo com a argumentação dele em dizer que já fez mais de mil gols a Gisele o lembra com convicção: “Mas esse você não fez!”.

Pense Nisso!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Filho de peixe...

Há alguns séculos atrás, reis eram escolhidos pelo critério da hereditariedade, passando o poder de pai para filho, geralmente o mais velho deles. Um aspirante a artista, por sua vez, para ser considerado artista passava pelas piores provações possíveis e imagináveis.

Os que se diziam “artistas” tinham que passar horas e horas na rua, muitas vezes dormindo em lugares sujos e outras tantas passando fome até que alguém com “visão” tropeçasse neles e pudesse identificar algum tipo de talento.

Hoje, tirando alguns exemplos como o da Rainha da Inglaterra e os casos de Nepotismo no Congresso Nacional Brasileiro, ninguém mais acredita nessa estória de transmissão de poder de pai para filho.
O que vemos na mídia hoje é algo bem semelhante ao que ocorria com os reis de séculos passados. Quando um artista se destaca, já vou logo para internet procurar saber de quem ele é filho ou neto.
Olhem a Preta Gil, por exemplo. Passou a vida sendo alimentada a pão de ló (literalmente) e, num belo dia de sol, resolveu que era cantora! Aí regravou uma ou outra música de sucesso, foi para a mídia provavelmente após algumas concessões do pai – que à época era Ministro da Cultura e está aí agora, com programa de TV e tudo. Se a perguntarem, ela vai dizer que merece e lutou muito por isso. E algum de vocês acredita?
No Carnaval, ela trouxe um bloco de carnaval para o Rio. Distribuiu pulseirinhas Vips (coisa que nunca existiu por aqui) e transformou uma Rua do Rio num camarote da Brahma, onde só o que importa é o que você veste e quem te conhece. Isso parece besteira mas, assim como as praias, o Carnaval de rua do Rio é mundialmente conhecido por ser um lugar onde o pobre diverte-se ao lado do rico e as diferenças sociais, ainda que por algumas horas, não parecem ser tão grandes assim. Quem é a Preta Gil para tentar mudar isso?
Tive outro exemplo disso a cerca de um ano. Sou um cara eclético e outro dia estive num show do grupo Revelação. Para quem não conhece a diferença entre samba e pagode, vamos dizer que o Grupo Revelação é exatamente a linha tênue que os separa. Você pode até não gostar, mas saiba que os caras foram criados na Zona Norte do Rio e batalham desde 1991 para alcançar algum sucesso, que só veio quase uma década depois.

Pois bem, quando estava pronto para entrar no lugar onde seria realizado o show, tive uma surpresa. Descobri que estava programada uma participação especial de “Diogo Nogueira”. À época eu não sabia quem era o sujeito, mas conhecia de onde vinha seu sobrenome.

Sobrenome vinha de João Nogueira (pai de Diogo) é um dos sambistas mais talentosos e respeitados no país. Não dá para falar de samba e não falar de João Nogueira. Assim que bati o olho e vi apenas o sobrenome, não pude deixar de torcer o nariz.

Durante o show, os caras do “Revelação”, como sempre, espancando seus instrumentos, colocando suas almas e o Diogo cantando constrangido, como se tivesse sido posto por alguém ali, o que provavelmente aconteceu. Apesar da velocidade do conhecido “partido alto”, o cantor mantinha-se como se estivesse declamando um samba mais romântico, provavelmente o único jeito que é capaz de cantar.

Hoje, quando vejo o Diogo Nogueira se apresentar no Faustão ou mesmo quando abro um jornal e lá está sua foto, bato no peito e digo, com muito orgulho: “Você nunca me enganou”. Aliás, entre meus amigos chamamo-lo carinhosamente de “Me engana Nogueira”.
Não estou aqui dizendo que qualquer pessoa que é filho de alguém famoso não tenha talento, mas apenas para que você atente para todos os exemplos a sua volta: Maria Rita, Bruno Mazzeo, Jaden Smith, Sandy e Junior, Lisa Marie Presley, Sasha, Edinho (filho do Pelé), Paloma Duarte, Sean Lennon, Wanessa Camargo, Fiuk, Kelly Osbourne.

Será que todos estes foram agraciados por Deus com o talento dos pais?! Talento é uma coisa rara. Para que surja um João Nogueira, a humanidade tem que ver (e agora ouvir) milhares e milhares de Preta Gil. É uma pena que milhares de pessoas não consigam enxergar isso.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Torcida do Flamengo hostiliza Ronaldo

Sei que com este texto correrei o risco de ganhar antipatia de muitos, mas não há como falar em outra coisa no dia de hoje diferente do Clássico Flamengo x Corinthians jogado ontem pela Taça Libertadores.

Poderia vir aqui dizendo que o Flamengo se superou com um a menos ou que entrou em campo com uma postura muito diferente (para melhor!) da que foi vista na última partida, contra o time de pelada venezuelano.

Mas quero dar outra abordagem a esta postagem. Quero focar aqui a pilha que a torcida do Flamengo colocou no Ronaldo, fenômeno de gordo, durante a partida.

Depois, a torcida resolveu ironizar a Gaviões da Fiel, com aquela musica eternamente chata do bando de loucos:

“ai tem um bando de cornos
e agora chegou uma bicha
para que que eu quero esse gordo?
enfia no cu, Corinthians”

Durante a partida, Ronaldo era nem sombra do jogador que um dia já foi, chegando até a dominar a bola com a canela, lance digno dos zagueiros mais atabalhoados.



Mesmo pela TV, ouvia-se perfeitamente a Torcida do Flamengo cantando:

“Time do Corinthians só tem viado!
Roberto Carlos...
come o Ronaldo"!



Após o gol do Adriano, a Torcida foi ao delírio e, mais uma vez, em coro:

“ai, ai, ai, ai, ai, ai...
O adriano é foda
só pega mulher,
gostosa meu, bem
não pega traveco na orla”

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