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terça-feira, 26 de abril de 2011

Aniversário do Capim Mexeu - 1 ano

Preás de plantão!

Nesse mês de Abril o Capim Mexeu completou 1 ano de existência. Até aqui, foram 12 meses de muitas piadas, críticas mal fundamentadas e uma arrogância sem tamanho, eu admito. Falamos mal de tudo e de todos. Muitas vezes com razão! E outras vezes só por implicância mesmo... simplesmente porque não estamos nem aí.

O que nós podemos prometer para o próximo ano é que vamos continuar com as piadas ruins, as críticas esdrúxulas e muito mais arrogantes.

Pros que curtem o blog, um salve de respeito!

E pra quem nunca leu: "sai da môita bunda suja!"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Coloca a Mão na Consciência!

Minha família é extremamente católica e sempre escuto dos mais velhos umas historia de “na minha época era”... Num desses diálogos, minha madrinha lembrou que quando criança se confessava semanalmente. Embora não seja católico, acho extremamente valido a confissão por ser um momento de auto-reflexão de suas atitudes, praticamente um treinamento da consciência.

Apresentando essa minha argumentação uma prima me diz que era um absurdo, acrescentando que criança não tem pecado. Lembro-me que quando fiz primeira comunhão me confessei umas 3 vezes e antes olhava os 10 mandamentos para ver as “merdas” que fiz. Falava ao padre sempre que cometi o pecado de “falar o nome de Deus em vão” e que “não guardei os domingos para Deus” (não fui a missa).

Uma confissão dessa tão irrelevante e “pura” era porque, alem de criança, olhava para os Dez Mandamentos e como não roubo, não mato, e na época, não cobiçava a mulher do próximo, não tinha muito mais o que falar ao padre. Mas reforço que antes da comunhão era um momento de auto-reflexão que sozinho talvez não fizesse.

Olhando toda a liberdade oferecida nos tempos de hoje, poucos têm o habito de realizar uma auto-reflexão. Não que  devamos usar os Dez Mandamentos como pilar, mas nossa educação, valores, princípios sempre são importante serem reforçados para nós mesmo.

Uma frase que demonstra o desleixo que muitos têm com suas atitudes é do corrupto profissional Paulo Maluf, ele diz: “Não peça desculpa, porque, pro seus amigos não precisa e seus inimigos não acreditarão.”. Não concordo com essa frase de forma alguma, e não é porque é do Maluf, mas porque pedir desculpa não me faz me sentir menor em nada. Sinceramente, me enobrece e demonstra todo meu respeito e consideração, quando acredito ter ultrapassado o meu limite e invadido o limite do próximo.

 Mesmo não freqüentando a Igreja não podemos achar que não existem mais padres e, principalmente, que não existem mais pecados, embora muitos queiram semear uma “anarquia” em nossa consciência, como o próprio Paulo Maluf, citado no texto.

Com a menor interferência da Igreja na vida das pessoas, as regras divinas não têm mais tanto peso. A ciência possui mais credibilidade e os psicólogos realizam uma tarefa similar ao da confissão, sem a necessidade da penitencia.

Por isso, sem crença, e mesmo sem psicólogos é sempre valido reavaliar suas atitudes. Então, amigo, coloque a mão na consciência, de vez em quando.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Individualização Extrema!

Enquanto essa foda do nosso amigo Zé não acaba, vou atacar novamente de sociólogo.

Usar o clichê que a sociedade cada vez muda mais rápido pode ser chato mais é uma realidade nítida. A individualidade e essas idéia de autosuficiencia que é criada cada vez me assusta mais.

Eu posso me considerar uma vitima desse novo sistema. Sou um rapaz “jovem” e trabalho hoje na modalidade HomeOffice. Na primeira impressão você pode ate considerar um emprego dos seus sonhos. Porra, o cara trabalha em casa, não precisa aturar chefe, ter um horário tão rígido etc. Primeiro, trabalhar em casa necessita de muita disciplina, e pra mim, o que sinto mais falta é a troca de experiência, conhecimento e interação com meus companheiros de trabalho, pois muitos deles me ajudaram muito no meu crescimento profissional. Sempre aprendi muito com meus companheiros de trabalho e acho que em longo prazo, por saber que necessito aprender muito mais na minha profissão me considero muito novo para me abticar de apreder com os outros.

E exatamente por saber que necessito me profissionalizar ainda mais comecei a procurar cursos voltado à minha área. A minha maior dificuldade nessa procura é achar um curso presencial. Todos os cursos que procuro são online. Cadê a troca de experiência com profissionais da mesma área? Agora é tudo online? Trabalho, amigos, estudo? Agora tudo é online!


Já estou pra escrever um texto como este há um tempo, mas o que me motivou imediatamente posta-lo foi ver uma reportagem hoje de festas em Jerusalém onde cada convidado leva seu walkman e dança a sua própria musica. Que isso galera? Agora eu vou pra festa e ainda tenho que levar minha trilha sonora? Terei dificuldade ate de conhecer novas musicas porque irei sempre escutar o meu set list. E indo mais profundo, imagine você pegando uma garota, que futuramente possa ser sua namorada e falar: “Essa foi a musica do nosso primeiro encontro?”. Dentro do casal haverá discordância da trilha sonora do relacionamento não será a mesma pra cada um.

Sem me estender muito, abaixo estão o link da reportagem que falei, e recomendo que vocês leiam um pouco sobre a cultura da hipermodernidade muito difundida nos comerciais e na cultura atual e que pouca gente se atenta pra ela.

Link da reportagem:
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/12/festa-do-silencio-e-moda-em-israel.html

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quem critica o crítico?

Nunca suportei o intelectualóide Arnaldo Jabor. Para mim ele é a representação da soberba, da arrogância, do idiota que acha que é um gênio, que se sente a voz de uma geração e que entende tudo sobre política, cinema e literatura. E coitado do tolo que discorda dele!

Ontem quase fui ao orgasmo ao ler sua crônica em resposta a quem criticou seu último filme “Suprema Felicidade”. Jabor citou nominalmente seus críticos, dando um chiliquinho de proporções épicas. Baseou-se em falsas premissas para mostrar toda irritação de ter tido seu imenso ego ferido.

Sua primeira premissa foi de que o filme é um sucesso de público, em virtude da divulgação boca a boca. Isto é uma falácia. O filme foi visto por 180 mil pessoas em 6 dias por conta de uma publicidade agressiva feita pelas Organizações Globo, divulgando o filme através das críticas do jornal (sempre positivas, afinal de contas, é pra lá que ele escreve) e até mesmo da novela e não por conta das indicações dos expectadores.

Acho louvável o fato de o Jabor ter “botado a cara”, falado do que não gostou e praticamente chamando os críticos de babacas numa época em que não se pode falar mal de nada, mas ele - justo ele que "mete o malho" em todos os filmes – não pode ficar irritadinho com criticas que estão fazendo sobre seu filme.

Outra premissa falsa usada foi de que hoje em dia as pessoas só gostam de filme com monstros, robôs e não de filmes sobre sentimentos. Já lhes adianto que não vi o filme, mas procurei ler os comentários de quem viu (twitter e etc.) e, ao contrário do que pensa o Jabor, não foram nada positivos.

Para se ter uma idéia, a cada dez comentários que li, apenas um era positivo. O argumento de que as pessoas só ligam para filmes de robôs é falso. E, ainda que seja verdadeiro, Jabor não pode dizer que o filme é bom, mas que ninguém gostou porque gostam dos monstros.

Há de se considerar também que durante toda sua juventude, Jabor foi um dos que, segundo Nelson Rodrigues era “um intelectual de esquerda, fumando maconha no posto 9 de frente para o mar e de costas para o Brasil”. Como vocês já devem ter notado, hoje em dia Jabor é integrante da ultra-direita reacionária deste país. Para quem é de esquerda, isso é pior que xingar a mãe.

De forma perspicaz, ele tentou passar a mensagem de que os críticos não gostaram do filme por conta da sua posição política atual, mais uma vez escondendo o fato de que em realidade, não gostaram porque o filme é ruim. Isso foi dito pela crítica E pelo público.

Não deu nem pros fãs do Restart e nem pro Galvao Bueno. Hoje, Arnaldo Jabor é o MAIOR BABACA deste país. Para ler a crônica enlouquecida de Arnaldo Jabor, segue o link abaixo:

http://tinyurl.com/26chymp

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um pouco mais de "Tropa de Elite 2"


Visando manter o dialogo com meus amigos, ontem fui ver o filme mais falado do momento “Tropa de Elite 2”.

Achei um bom filme. Nele vejo que o Brasil está criando um herói. O Capitão Nascimento está sendo o cara que está jogando todas as merdas do sistema no ventilador e, pelo menos na tela, parece disposto a combater esses absurdos que assolam nossa sociedade..

Acho interessante também que a historia não surpreende ninguém ate porque todos sabem que é da forma relatada no filme que as coisas funcionam no Brasil.

Fico curioso em saber por que os filmes nacionais com maiores repercussões são sempre os que retratam favelas, trafico. Após aquela fase negra do “Cinema Novo” e seu festival de pornochanchada, nos anos 80 surgiram os filmes da bandidagem e favelização. Cito os: Pixote 1 e 2, Cidade de Deus, Carandiru, Meu Nome nao é Johnny, Tropa de Eltie 1 e 2.

Suponho que a redemocratização do país e a liberdade de expressão, os problemas do Brasil puderam ser mostrados de forma mais realista nos cinemas, sem censura.
Numa ditadura um filme, como o “Tropa de Elite”, que ataca toda a estrutura do sistema, não seria nunca produzido.

Torço para que nas próximas eleições a gente lembre desse filme!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"Eu voto em quem eu quiser!"


Com o advento da tecnologia, o ser humano passou a se comunicar com mais facilidade e rapidez. Com o advento do telefone celular, da internet e agora das comunidades virtuais, a quantidade de informação que recebemos é enorme. Às vezes muito maior do que nossa inteligência pode processar e transformar em informação útil. Não porque não conseguimos processá-la, mas porque não nos importamos. A quantidade de besteira que circula pela web não tem fim. E todos aprendemos a selecionar o que lemos, vemos e ouvimos dentro do ambiente virtual.

Fiz todo esse preâmbulo porque com a chegada das eleições, a quantidade de informação e propaganda que recebemos dos candidatos alcançou um nível insuportável, pelo menos para mim. Tem “amiguinho” virtual que resolveu fazer “boca de urna” 24 horas, para tentar convencer VOCÊ do que é melhor para o país e, de quebra o que é melhor para ele, óbvio!

É um videozinho daqui, uma musiquinha dali. Tem charge, piada, brinde, denúncia, estatística... tudo o que você não quer ver porque você não se importa!

Não estou aqui dizendo que eu não me importo com o próximo líder do nosso país, não é isso. Eu apenas não me importo se você acha fulano ou beltrano melhor. Todas essas propagandas e denúncias são um pé no saco porque quem acompanha política já sabe em quem vai votar. Quem não sabe porra nenhuma e não liga, também não vai prestar atenção na porcaria da mensagem que você está mandando.

Então, não perca seu tempo tentando convencer os seus amigos virtuais de que a Dilma ou o Serra é melhor. Apenas exerça seu direito e coloque-se no seu devido lugar: Você não vai educar ou conscientizar ninguém em dois meses!


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Viva a Democracia! Viva?????


É impressionante a enorme proporção que a campanha do Tiririca ganhou neste ano.
Segundo projeções o Tiririca pode se tornar o deputado mais votado da historia.

Essa “avacalhação” não é novidade no Brasil. Na primeira eleição direta, recordo-me que o simbólico macaco Tião, um chimpanzé que ficava no ZooRio e jogava merda nos visitantes, conseguiu votos suficientes para ser eleito deputado. Naquela ocasião não existia urna eletrônica e o cidadão poderia anular seu voto escrevendo alguma besteira, por isso todos os votos do Tião foram considerados nulos. Ufa!

No caso, os votos do Tiririca serão computados e poderemos eleger um palhaço para deputado e repito, com o maior numero de votos conseguido por um candidato.
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Imagine pessoal, se o Tiririca se candidata presidente?

A democracia brasileira foi conquista pela luta e participação de intelectuais e artistas só que quando a democracia ganha tempo e se consolida os representantes eleitos vão ganhando cada vez mais a cara do povo. Esse fato ocorreu com Evo Morales no Equador e porque não dizer, no Brasil, com Lula.

Nós, o povo brasileiro, conseguimos o direito ao voto mas estamos desperdiçando mais uma vez a oportunidade de elegermos pessoas do bem.

Espero que ganhemos maturidades para deixarmos de votar de sacanagem.
Nós não vamos deixar de sermos palhaços votando num palhaço!

domingo, 18 de julho de 2010

Liberdade tem preço?

Adoro acompanhar a mudança da sociedade e profetizar como essas mudanças podem afetar nossas vidas.

Há menos de 200 anos atrás, a civilização era dividida entre pretos e brancos. Com os ideais iluministas e a revolução burguesa, lentamente a sociedade aboliu a escravidão.
Naquele momento, se fazia necessário o aumento de consumidores para manter o crescimento rápido da revolução industrial. O mundo não poderia esperar uma nova geração nascer e crescer e a maneira mais rápida de aumentar o consumo e evitar um colapso econômico era libertar os escravos e torná-los assalariados.


Alguns anos depois da escravidão ter sido totalmente abolida na America e Europa houve a primeira e segunda guerra mundial. Os homens eram mão-de-obra rara na ocasião, pois se não estavam mortos, estavam no campo de batalha. Para manter o crescimento econômico foi preciso empregar as mulheres, e claro, paga-las. Tornando-as assalariadas e criando um novo publico alvo para ser focado, pois o homem já não era o único chefe da família, nem tinha mais exclusividade na decisão de compras

Hoje, o individualismo é extremamente difundido na sociedade. A idéia de família sucumbiu com o modelo econômico que vivemos. O seu lar é o seu trabalho. Ações realizadas nas empresas são para criar um ambiente extremante familiar visando suprir a carência afetiva que o sistema atual oferece.

A homossexualidade já não é mais tabu, muito pelo contrario, é estimulada não só por organizações sociais como pelo Estado. Vejo inúmeros benéficos para que isso aconteça e como já mostrei, acredito que o econômico é o principal deles.

Os homossexuais costumam não ter filhos, o que é excelente no cenário atual, quando levamos em conta o aspecto ambiental, já que o mundo está à beira de uma superpopulação e recursos como água, comida serão cada vez mais escassos. Sendo uma forma intrínseca de controle populacional.

Tambem podemos considerar os homossexuais mais vaidosos e viajam mais, seguem mais a moda. Em suma, são mais consumistas que os heterossexuais, e como vimos nas outras ocasiões, podem manter o crescimento econômico, sem a necessidade de aumentar o consumo de commodities.

Não estou sendo preconceituoso em nenhum aspecto. Sei que a sociedade muda e mudará sempre, mas gosto de saber por que está mudando. Confesso que para mantermos nossos empregos, nossa qualidade de vida e chegarmos onde a humanidade chegou, todas essas mudanças contribuíram, só que quando vejo a bandeira da liberdade balançando para apoiar essa mudanças me pergunto: “Será que a liberdade não tem preço?”

Comente ou envie seu email para: capimmexeu@gmail.com

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