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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Falar palavrão faz bem...

Encontrei essa crônica na web e queria compartilhar com vocês... infelizmente não sei o autor.


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O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha autoestima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!. "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se! O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade do que "pra caralho? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco e nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranquila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 19 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Toquinho.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gêneros clássicos "aspone", chepone", "repone" e mais recentemente o "prepone " = presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu", ou seu correto "Pu-ta-que-o-pa- riu!!!", falados assim cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta- que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe-permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua autoestima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu a porra toda!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu a porra toda!".
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O sabonete é autolimpante?

Outro dia eu estava assistindo um filme e escutei essa frase: "tá com nojo de quê? o sabonete é autolimpante!"

Será que é?

Geralmente as pessoas compartilham o sabonete em casa. Claro, é o sabonete, não a toalha ou a escova de dentes...
Mas se o sabonete te limpa, quem limpa o sabonete?
Quem garante que ele vai estar limpo se alguém lavar a bunda antes de você lavar o rosto?

Mas também não quero criar muito alarde, até porque existem situações piores...
Se fôssemos pensar com essa lógica, ninguém ia querer beijar mulher alguma pelo resto da vida!

domingo, 19 de setembro de 2010

Inclusão Social? Talvez...

Algumas semanas atrás tive a oportunidade de participar de um congresso com executivo e escutei algo muito interessante vindo do presidente da rede hospitalar D’Or.

Falavam de tributos e leis que afetam que são impostas para as empresas brasileiras. Uma delas é a lei que obriga todas as empresas a destinar certo numero de vagas para deficientes físicos.

Como o ramo em questão era o hospitalar, o empresário falava da dificuldade de encontrar deficientes físicos que possam trabalhar em hospital, pois, infelizmente cegos, surdos, manetas não possuem as características necessárias para serem médicos para operarem, nem enfermeiros para cuidarem dos pacientes de uma forma adequada. O que torna os deficientes desse setor empregados de níveis baixos.

O que mais me chamou a atenção foi o presidente da D’Or afirmar que tem que pagar salários mais altos para funcionários com deficiência do que para os “normais”, já que a mão-de-obra de deficientes está se tornando escassa no mercado, pois entorno de 10% das vagas de trabalho no Brasil são destinadas a pessoas com “necessidades especiais”. E como já tido, contratar profissionais com alto grau de deficiência para trabalhar em um hospital seria uma irresponsabilidade, pois poderia por em risco a vida dos pacientes.

Acho muito louvável essas ações de inclusão social, mas será que o próprio deficiente está feliz em trabalhar num lugar em que apenas está ali para compor o número de uma cota imposta por lei? Será que ele sente que seu trabalho é reconhecido num ambiente deste? Pelo que estudo, sei que o trabalho e a recompensa financeira não são os únicos fatores que movem o homem contemporâneo. Satisfação e reconhecimento são elementos motivacionais importantíssimos para a realização profissional.

Contratar deficientes só por contratar é um avanço, mas não o é suficiente para satisfazer o anseio dessas pessoas que, tenho certeza, quer ser promovidas por mérito, mas pra isso precisam estar em locais adequados a sua realidade para realizar seu trabalho bem.



Aceito criticas e ponto de vistas diferentes!

sábado, 5 de junho de 2010

Tem maluco pra tudo!

Uma pesquisa do jornal australiano Sydney Morning Herald relacionou algumas das síndromes mais estranhas que atingem o ser humano. Pode parecer loucura, mas para cada uma dessas doenças existe um batalhão de médicos tentando descobrir a causa, e principalmente a cura.

1. SÍNDROME DO SOTAQUE ESTRANGEIRO
Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês... ou italiano... ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. Um caso bem recente da síndrome do sotaque rolou com a britânica Lynda Walker. No mês passado, após um infarto, Lynda acordou falando com sotaque jamaicano.

2. SÍNDROME DE CAPGRAS
Após sofrer uma desilusão com um cônjuge, com os pais ou com qualquer outro parente, a pessoa passa a acreditar que eles foram seqüestrados e substituídos por impostores. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. O problema tende a atingir mais pessoas a partir dos 40 anos e suas causas ainda não são conhecidas. A síndrome foi descoberta pelo psiquiatra francês Jean Marie Joseph Capgras, que a descreveu pela primeira vez em 1923. Em graus mais extremos, a vítima acha até que objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.

3. SÍNDROME DA MÃO ESTRANHA
"Minha mão agiu por conta própria!" - Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome em questão: Alien Hand Syndrome em inglês, faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes. Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, como segurar um objeto.

4. SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa "viagem" provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.

5. PICA
Esse nome não tem nada de pornográfico: Pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. A pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo e etc. O problema atinge mais mulheres grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago. Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços ele morreu, com cerca de 600 dólares no estômago.

6. MALDIÇÃO DE ONDINA
O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração. Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocando. A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar.

7. SÍNDROME DE COTARD
Depressão extrema em que o doente passa a acreditar que já morreu há alguns anos. Ele acha que é um cadáver ambulante e que todos à sua volta também estão mortos. Em casos extremos, o sujeito diz que pode sentir sua carne apodrecendo e vermes passeando pelo corpo. Na fase final, a vítima deixa até de dormir e sua ilusão pode efetivamente se tornar realidade. O nome da doença faz referência ao médico francês Jules Cotard, que a descreveu pela primeira vez em 1880. Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.

8. SÍNDROME DE RILEY-DAY
As vítimas dessa doença não sentem dores, o que vem a ser um grande problema. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.

9. SÍNDROME DA REDUÇÃO GENITAL
Também conhecido como Koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa. Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seus pênis estavam sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!

10. CEGUEIRA EMOCIONAL
A expressão "cego de emoção" existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo - décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação. A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que sejam banidas toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sobre filas, vacinas, jovens e idosos...


Uma coordenadora da campanha de vacinação do novo vírus da gripe (H1N1) afirmou numa entrevista que os jovens desistem de tomar a vacina quando tem que enfrentar fila. Agora eu te pergunto: isso não é óbvio? Quem é que gosta de ficar em fila? Ainda mais gente jovem, que é ativo, trabalha, estuda, twitta, conversa no telefone e no MSN ao mesmo tempo... quem tem tempo para ficar esperando para tomar uma agulhada? Sem contar que jovem é invencível, não fica doente!
Mas essa não foi uma pergunta retórica! Os idosos têm tempo para enfrentarem filas. E digo mais: eles gostam delas! Me arrisco a dizer até que esperar na fila é uma parte significativa da vida social de muitos. Então, concluo: os jovens são quem deveriam ter prioridade de atendimento. São eles a classe produtiva da sociedade. Enquanto somos atendidos, os vovôs e vovós trocam aquela idéia sobre os médicos, tiram dúvidas sobre doenças, debatem o preço dos remédios e algumas queixas aqui e acolá sempre fazem parte...
Não me entendam mal. Não estou falando para maltratar os velhinhos, apenas para deixá-los degustar um pouco mais do ponto alto do seu dia, mas tudo com cadeiras confortáveis e um ambiente agradável. Afinal, um dia serei idoso também!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Quando as Conspirações regem o mundo...


Como ainda temos poucas postagens no blog, o leitor menos avisado terá a impressão de que sou um sujeito que vive correndo atrás das teorias conspiratórias ou talvez passe pela sua cabeça que sou fascinado pela capacidade inventiva humana, mas atento-lhes que este não é caso.

O problema é que, desde que o blog foi lançado, nas últimas semanas, milhares de teorias conspiratórias têm caído bem na minha frente e, educadamente, levantam-se para dar lugar a próxima. Tudo o que faço é passar a mão na bunda delas.

Todos sabem que o Governo Brasileiro vem ministrando a vacina contra H1N1 (“gripe suína”). Pois bem, a teoria que ouvi sábado foi que na verdade, a vacina é apenas um pano de fundo para uma perversidade maior.

O motivo desta perversão seria a insatisfação do Governo com as altas taxas de crescimento demográfico e a vacina vem para reduzir a fertilidade da população. Ouvi, pessoas que estudaram no mesmo colégio que eu (com isso quero mostrar que elas são, ao menos minimamente, instruídas) se negando a ser vacinadas, muitas delas pela indicação dos próprios pais.

Refletindo melhor agora, vejo que ter sido instruída no meu colégio, na realidade não é sinal de grande coisa. Lembro-me até hoje de uma das melhores alunas da minha série ficou indignada ao saber que uma colega grávida ainda praticava sexo anal com o namorado.

“Coitado do bebê, ele não tem nada com isso”! dizia ela. Não me orgulho em dizer isso, senhores, mas a menina acreditava que, durante a penetração no sexo anal, acabava sobrando para o feto.

A última teoria que me deparei li no jornal de hoje. Não sei se vocês se recordam, mas a seleção brasileira de futebol perdeu vergonhosamente a final da Copa de 98 para França.

Deste fato surgiu a teoria: A Seleção brasileira tinha um cozinheiro marroquino que, momentos antes do jogo final, preparou propositalmente um almoço para os jogadores que lhes caiu muito mal. Ao contrário da anterior, acho que esta faz um pouco mais de sentido. De que outra maneira explicar o fato da nossa seleção ter afrouxado tanto?


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