sexta-feira, 8 de outubro de 2010

100 !!!

Estive pensando sobre que diabos poderíamos falar para comemorar a postagem de número 100 do nosso querido blog que, além de ser visitado por nós mesmos, recebe honrosas visitas de amigos (que desde que começaram a ler já não se consideram tão amigos assim), familiares (que só entram porque usam o mesmo PC e nós, malandros, colocamos o “Capim Mexeu” como página inicial) e especialmente por inimigos, que desde que descobriram a existência do blog já não precisam mais ficar procurando nossos “podres” por aí. É só digitar o endereço e lá eles encontram tudo bem mastigadinho.

Pensei em fazer um longo post, agradecendo a todos aqueles que eu sei que já entraram ao menos uma vez para conferir as barbaridades que postamos aqui, mas isso além de ser só blábláblá, ia ser chato para todos nós.

Lembrei do nosso companheiro Cazé, que ajudou nas discussões e infindáveis votações sobre qual seria o tema do blog até que - tal qual o seriado “Seinfeld” - acabamos resolvendo que o blog seria sobre o “nada” e ao mesmo tempo sobre tudo o que tivermos vontade de falar.

Aí comecei a pensar da onde é que surgiu esse raio de nome, já que eu nem sei direito a diferença entre um preá e uma cutia por exemplo. Mas acabei largando essa discussão porque vi que não ia chegar a lugar nenhum.

Lembrei que o nome veio da família do Sunda, que obviamente é repleta de loucos de todo o gênero e que se não fosse por ele não teríamos o nome, nem o layout e nem essa propaganda maravilhosa que agora temos e nos rende incríveis R$ 0,07 por mês. Dentro de 1 ano, poderemos comprar um pão francês para o café da manhã (provavelmente comemorativo pela postagem número 200).

E, falando em dinheiro, acabo de lembrar do Zé Pequeno que deve estar chorando na frente do monitor, lembrando que lá atrás tinha apresentado como objetivo “ficar rico” com este humilde blog. O pobre coitado a essa hora já deve estar catando latas de alumínio no bairro com a certeza de que as latinhas trarão retorno muito mais rápido.

Em apenas 7 meses, atingimos 100 postagens, mais de 5 mil visualizações e poucos comentários, já que ninguém consegue vencer a burocracia imbecil que o Google criou para que alguém comente alguma coisa.

Mas o Google prometeu mudanças! Em três meses, para comentar no blog bastará entregar a declaração do Imposto de Renda dos últimos 5 anos, Número do CPF e o preenchimento de um simples questionário, com perguntas como a quantidade de sites pornô Google que você conhece, quantas vezes você já fez a idiotice de ver sua casa no Google Earth e porque é que você acha que ninguém usa o Google Agenda.

Pode ser que para você, que está lendo isso, comemorar 100 postagens não signifique grandes merdas, mas para mim (e tenho certeza que para o Sunda e o Zé também) é igual brasileiro comemorando o Reveillon: não vai mudar porra nenhuma na vida de ninguém mas ainda assim ficamos felizes e bebemos até cair!

Quem diria que naquela terça-feira chuvosa nasceria um projeto no qual estaríamos envolvidos até hoje, discutindo coisas sérias e muitas não tão sérias assim (mas ainda assim discutindo) e agora, 210 dias depois, continuamos com o mesmo pique que começamos?!

Não sei quanto a vocês, leitores e nem quanto aos dois amigos que ajudam a “tocar” essa geringonça, mas tenho me divertido muito escrevendo aqui e pretendo manter esse canal no qual o mais importante é ler e ser lido, respeitando as opiniões e preferências (sexuais ou não) de cada um dos integrantes!

Muito obrigado, suas bichonas!

Mazitu


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Impressões do Festival do Rio - Parte 2

Aí vai a segunda parte das minhas opiniões sobre os filmes do Festival:

Mais uma surpreendente atípica comédia no Festival, o português “América” diverte na medida certa. Nota 7,0

Em "Route Irish" você fica com a impressão de que o diretor Ken Loach vai cagar tudo no próximo minuto mas isso não acaba acontecendo. Bom filme. Nota 7,0

"Somewhere" foi bem filmado, mas Sofia Coppola repete a fórmula existencialista de "Encontros e Desencontros". Mesmo que o agrade, duvido que um dia você volte a assistir. Nota 5,0

O escrachado “Machete” de Robert Rodriguez diverte e ainda trata de questões sérias como a imigração ilegal nos Estados Unidos como pano de fundo. Nota 7,5

Contos da Era Dourada” tem uma ou duas boas estórias que não justificam suas duas horas e meia. Ponto positivo: o filme explica porque o comunismo não deu certo na Romênia (e nem em lugar nenhum do mundo) Nota 3,5

O documentário sobre o cineasta “Milos Forman” mostra conta um pouco de sua vida pessoal, fala sobre seus filmes e ainda trata dos bastidores da indústria do cinema onde querer nem sempre é poder e um filme dificilmente é feito da maneira como você imaginou. Nota 7,0

Aos pés do monte bayo” veio para mostrar (mais uma vez) que os argentinos ainda conseguem contar uma estória melhor que nós, brasileiros. Nota 7,5

O francês “A Última fuga” discute questões profundas como a morte e a relação dos pais com os filhos de forma não tão pesada. Nota 7,0

Passione” é um filme ideal para quem gosta de musical, gritaria ou Nápoles. Como não é o meu caso, Nota 3,5

Quem gosta de Woody Allen vai gostar de “Você ainda vai conhecer o homem dos seus sonhos” e quem não gosta vai achar que é mais um filme dele igual. Nota 8,0

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Impressões do Festival do Rio - Parte 1

Como este blog já informou, o Festival de Cinema do Rio 2010 está em pleno vapor e vou tentar passar algumas impressões dos filmes que assisti.

Também separarei minhas opiniões em 2 postagens. Primeiro porque ainda não assisti todos e depois para que você não desmaia de desinteresse ao ler o que um simples espectador achou de 20 filmes, de uma só vez. Vamos lá:

Filmado quase todo dentro de uma casa, o Chileno “A vida dos peixes” mostra uma estória intimista que vai se revelando à medida que o protagonista vai passando pelos cômodos, encontrando amigos de infância. Ponto negativo para a péssima atuação e a falta de beleza da “protagonista” Nota 6,5

O romeno “Biblioteca Pascal” é praticamente uma fábula extremamente criativa. Nota 7,5

O diretor lituano de “Renegado do Leste” conduz bem a trama, mas acaba se perdendo no final. Nota 4,0

A mais grata surpresa do Festival (até aqui) foi o dinamarquês “Uma família”. O diretor mostra que sabe exatamente o que fazer com a câmera e o resultado é um ótimo filme, com momentos de humor e especialmente tristes. Nota 8,5

Filme agradável sobre a decadente aristocracia boliviana, “Zona Sur” só vale a pena para quem tem alguma curiosidade sobre o tema. Nota 6,0

O francês “No princípio” é baseado na estória real de um picareta que, se não chega a cativar, deixa sempre a pergunta “Como é que ele vai se safar dessa”? na cabeça dos espectadores. Nota 5,0

"Seqüestro de um herói" – o seqüestro de um grande executivo sob uma diferente ótica, mostrando inclusive as conseqüências deste grande trauma na vida do protagonista e de sua família. Nota 6,5

Garcia é uma espécie de “Chaves colombiano”. Dá pra dar algumas boas risadas. Nota 7,0

O islandês “King´s Road” provavelmente não entrará no TOP10 de ninguém, mas tem um humor peculiar e muito curioso. Nota 6,0

O germano-israelense “Líbano” foi minha decepção pessoal do Festival até agora. Era para ser um filme sobre guerra, mas conta apenas a estória de quatro jovens idiotas se borrando de medo dentro de um tanque de guerra (o tempo inteiro). Nota 2,0

O objetivo aqui era apenas relatar o que achei dos filmes, de modo que se você se interessar por alguns deles, deve buscar sinopses, fotos e trailers em:

http://www.grupoestacao.com.br/festivaldorio/2010/filmesliberados.php

É provável que haja outras sessões logo após o “término oficial” do Festival com alguns destes filmes. Portanto, fique de olho.

domingo, 3 de outubro de 2010

Com a palavra: Jerry Seinfeld # 2

Eu não tenho a mínima ideia no que as mulheres estão pensando. Eu admito, eu não enxergo os sinais. As mulheres são tão sutis. Tudo que elas fazem é sutil. Homens não são sutis, nós somos óbvios. Mulheres sabem o que os homens querem, homens sabem o que homens querem. O que nós queremos? Nós queremos mulheres! É a única coisa que nós sabemos com certeza. Mas como conseguimos isso?

Aí nós não sabemos...

O próximo passo depois disso nós não temos a mínima ideia, é por isso que vocês vêem homens buzinando, gritando das construções...

... essas são as melhores ideias que tivemos até agora!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Imagem Manchada?

Essa é para se ter uma idéia de como está à imagem de nós, brasileiros, na Europa. Eu estava assistindo “América”, um filme português no Festival de Cinema do Rio. A Ficção trata de um grupo de falsificadores de passaporte e outros documentos. Cada membro da equipe tem uma função determinada.

O brasileiro (que veste uma camisa do Flamengo) é o responsável pela organização da fila na hora que chega vans e mais vans cheias de imigrantes interessados em comprar documentos “frios”.

Logo que ele vê aquela multidão, o brasileiro já começa a gritar:

“Porra, com tanta coisa para vocês escolherem ser, vão querer virar logo português”?

Depois, o falsificador brasileiro tenta organizar uma fila:

“Todos os Africanos para o final da fila”

E, enquanto os africanos seguem sua ordem, ele já solta outro grito:

“Tem algum brasileiro aí”?

Um sujeito levanta a mão. Ele olha o sujeito e grita novamente:

“Vá para trás dos africanos”!

Tudo bem que uns vão me dizer que não passa de ficção, e eu mesmo ri na hora e não vou brigar com nenhum português por causa disso, mas é aquela estória: Toda mentira tem um fundo de verdade...

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